Estou em falta com este blog. Não é não esteja envolvida em situações gastronómicas e com design. Nada disso, o tempo é que é feito de opções. É minha opção partilhar aqui alguns conteúdos refletivos que me sejam caros e portanto seleccionados.

Ora estive esta semana em Lisboa, a trabalho, visita curta sem tempo para itinerários paralelos e descobertas. Saí do metro às 21.30 de domingo à noite, esfomeada e com urgência de encontrar comida antes do alojamento. Ora na zona em que estávamos encontramos um minimercado e um restaurante português.

O restaurante português tinha preços convidativos, ainda de luzes acessas. Perguntei ao empregado de mesa se ainda serviam. Ele afirmou com a cabeça. Tinham uma feição de paquistanês e/ou indiano, não o inquiri sobre o  seu país de origem. Perguntamos o que seria mais rápido: resposta num português atabalhoado: o bacalhau à Brás levaria poucos minutos. Comunicamos mas o português dele era insuficiente. O cozinheiro e o ajudante que conseguíamos ver da janela rasgada para a cozinha  pareciam da mesma nacionalidade.

O bacalhau chegou prontamente e estava gostoso,  o jarro de vinho surpreendeu pela positiva e o restaurante estava limpo e apresentável 🙂

Só nos rimos da situação, da cataplana à janela, da bandeira de Portugal, do menu com frango e bacalhau.

Logo nós que trabalhamos sobre a promoção dos lugares, da autênticidade e das experiências genuínas. Não sabíamos como rir mais ou o que partilhar sobre aquele momento.

Concluímos: este é o reflexo da Lisboa de hoje.